AMOR Maior|Parte 1

É fácil dizer “AMO-TE” difícil é mesmo AMAR.

Tenho três seres na minha vida que me fizeram sentir, na carne e na alma, o real sabor do AMOR.

Um é de quatro patas e a sua forma de comunicar não é humana pois, ladra, rosna, também ressona, enfim… O seu nome podia ser “Mel”, pela cor do pêlo e pelo doce que é para as pessoas, por vezes acho que tem alma humana, pela forma de nos olhar e pela alegria ao receber mimos de nós humanos.

Não foi “Mel” o nome que lhe demos mas sim Puka, o nome de uma marca de chá que costuma haver cá por casa.

Carta de Amor à Puka:

PUKA:

Escolhi-te pelo ar triste que tinham os teus olhos,eram uns olhos verdes tremendamente doces e tristes. No fundo ao resgatar-te estava a tentar salvar uma parte minha igualmente triste e abandonada, como tu foste, juntamente com os teus irmãos, minha Puka. 

Fizemos ainda uns quilómetros para te ir buscar…Teríamos feito mais… Teria feito muito mais pois tu já tinhas uma missão a cumprir comigo. 

Poucos sabem a missão pesada que trazias contigo (Só o teu dono e tu é que sabem)… Por isso fizemos os tais quilómetros para te trazer para a casa que, agora, também é tua.

Quando chegaste a nossa casa estavas cheia de Medo e ficaste a um canto a ganhar confiança. Parecia que tinhas detectado o sentimento que há muito vivia dentro daquelas parede: o MEDO.

A tua, agora, dona, tinha desenvolvido Medo pelo mundo, medo pela vida.

O mundo tinha-se transformado num lugar que me aterrorizava, até o dobrar da esquina ao fundo da rua me parecia difícil de fazer. Fiz um esforço enorme para te ir buscar, a quilómetros de distância da minha zona de conforto, que se tinha tornado a casa que agora, também é tua.

Tinha decidido que serias a minha escudeira nesta luta contra esse papão de nome MEDO. 

Agora, passado uns anos da tua chegada, sei que  a tua Missão era bem maior que esta.

A tua verdadeira Missão era mostrares-me o Amor incondicional que tens por mim. O teu Amor por mim é imenso e fazes questão de o mostrar, quando chego a casa, quando saímos para passear, quando te atiro paus e tu mos trazes toda contente por estar a brincar contigo, quando te dou mimos, quando chegas ao pé de mim toda suja e mesmo assim sorrio quando vejo os teus olhos contentes como os de uma criança que andou a saltar numa poça de lama. 

Minha Puka, contigo aprendi o que é isso do Amor, do amar incondicional, do amarmos incondicionalmente e da expressão incondicional desse mesmo AMOR.

Sou uma sortuda por te ter na minha vida.

Ser-te-ei eternamente grata por esta lição, minha doce e guerreira Puka.

PS – Amo-te até ao infinito e mais além 😉 

 

 

 

 

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